quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nostalgia ?

Peço que não me alugues.

Não alugue meu coração, não alugue meu ouvido. Não alugue meus carinhos, meus afagos, meu apreço.

Não me faça sentir tua falta. Não me deixe pensar em ti, em nós...

Não me permita pensar que ainda te amo. Não deixes que eu diga palavras certas em horas apropriadas.

Não deixes eu me entregar novamente. Não abra caminhos, não diga frases feitas - sabes que atingirás meu coração doente.

Não me olhe, não me abrace e, por favor, não me beije.

Não permita que eu sinta seu cheiro.. e, pior ainda, não deixes que teu cheiro me acalme.

Sabes que aqui existe um coração aberto.. cheio de cicatrizes, mágoas e esperança.

Não se aproveite disso. Não digas que me ama.

Sei que me ama, na mesma proporção que sabes que meu coração bate no ritmo da nossa canção.

O que não me avisaram - e creio que nem para ti avisaram - é que fomos feitos para ficar longe um do outro. Mas, em contrapartida, fomos um para o outro. Definitivamente.

Não cruze sua perna na minha antes de dormir. Não acorde com aquele sorriso florescente. Não me deixe derreter em teus braços...

Não faça isso conosco. Não posso - e nem me permitiria - dançar no teu ritmo novamente.

Sabes bem o que fazer, o que falar. Sabes até mesmo o que sentir. E eu não. Não tenho auto controle, não tenho auto-estima e, muito menos, tenho a mínima vontade de ficar longe de ti.

Sabendo de tudo isso, peço, encarecidamente, que te controles. Controle as palavras que saem dessa tua boca deliciosa aí.

Tu sabes como sempre soube. Sou tua... tua mulher, tua menina, tua boneca.

Então, por favor, se não queres ver essa boneca andar, não dê corda.

E, como sempre estive, sempre estarei e por aqui ficarei.. te olhando e cuidando de ti..

Mas prefiro que seja de longe. Prefiro não sentir teu calor, prefiro não adormecer no teu peito.

Não quero mais dormir em tua companhia e acordar me sentindo como a cama: vazia.


São Paulo, 1001 noites sem dormir, 2009.

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