terça-feira, 25 de agosto de 2009
Incoerência.
Estive pensando: Por que todo mundo possui a dificuldade de se auto-definir, mas se auto-destrói com facilidade por não saber quem é ?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
E do sonho, ela acordou.
Sabia que ele estaria lá. Sabia também que ele era inatingível. Mas nem por isso desistiu de tentar, ao menos, mais uma vez.
Enquanto se arrumava lhe vinham na cabeça as inúmeras vezes que havia jurado que aquela seria a última vez. Não foram. Talvez essa seria.. acreditou ela.
Sentia sua pupila dilatar, suas mãos suarem, seus dedos tremerem. Mas mesmo assim, saiu do carro e chegou ao seu destino.
A insegurança lhe fazia tremer as pernas. Sentia seu coração pulsar ao ritmo de uma batida frenética… pensou, por vezes, que fosse desmaiar.
Com maestria de uma dama e inocência de uma criança, sentou no último lugar. Aguardava o momento certo... um sinal ou a intervenção divina. O momento não irá chegar, pensou, e foi até lá.
A cada passo dado, lembranças invadiam sua mente. Chegaria até lá? Mesmo com medo, se aproximou.. Diversas mãos ao ar, diversos sons completavam o ambiente. Foi então que seus dedos o alcaçaram.
Algo estranho aconteceu. “Mas pensei que ele era tão quente...” Levantou os olhos e, enfim, percebera o que estava tocando.
Expressões perfeitas, linhas acentuadas. Boca, nariz, cabelo, sobrancelhas. Tudo em seu devido lugar. Era perfeito! Quase irreal... Mas era gelado. Frio, feito mármore. Duro como pedra.
Um monumento. De gelo, de mármore, de piso, de granito… não sabia ao certo. Parecia real mas, ao tocá-lo, percebeu que não passava de uma obra de arte. Perfeita, inatingível, inigualável. Mas imóvel. Sem vida, sem coração.
E entre notas e refrões, gritos e sussurros, murmúrios e estrofes, foi então que percebeu: Era um sonho. Era irreal. Era imortal, sim, mas não para ela. Não mais.
Seu amor não seria nunca o suficiente para ele, por maior que fosse.
Ele era uma estátua. Dentro daquele pedaço perfeito de mármore não existia um coração. Nem mesmo de pedra.
Ao tocá-lo percebeu que nunca poderia amar o que não se foi feito para amar... E sim, apenas e tão somente, para se admirar.
Seus olhos tornaram a olhar para o chão.. deu as costas e, decepcionada, foi embora.
Mas ela podia jurar que, pelo menos por um segundo, ouviu o coração da estátua bater.. Podia jurar que a estátua olhou pra ela. Dentro dela.
O que ela não viu foi a obra de arte abrir sua boca gélida e, ao murmúrio, chamar seu nome.
Enquanto se arrumava lhe vinham na cabeça as inúmeras vezes que havia jurado que aquela seria a última vez. Não foram. Talvez essa seria.. acreditou ela.
Sentia sua pupila dilatar, suas mãos suarem, seus dedos tremerem. Mas mesmo assim, saiu do carro e chegou ao seu destino.
A insegurança lhe fazia tremer as pernas. Sentia seu coração pulsar ao ritmo de uma batida frenética… pensou, por vezes, que fosse desmaiar.
Com maestria de uma dama e inocência de uma criança, sentou no último lugar. Aguardava o momento certo... um sinal ou a intervenção divina. O momento não irá chegar, pensou, e foi até lá.
A cada passo dado, lembranças invadiam sua mente. Chegaria até lá? Mesmo com medo, se aproximou.. Diversas mãos ao ar, diversos sons completavam o ambiente. Foi então que seus dedos o alcaçaram.
Algo estranho aconteceu. “Mas pensei que ele era tão quente...” Levantou os olhos e, enfim, percebera o que estava tocando.
Expressões perfeitas, linhas acentuadas. Boca, nariz, cabelo, sobrancelhas. Tudo em seu devido lugar. Era perfeito! Quase irreal... Mas era gelado. Frio, feito mármore. Duro como pedra.
Um monumento. De gelo, de mármore, de piso, de granito… não sabia ao certo. Parecia real mas, ao tocá-lo, percebeu que não passava de uma obra de arte. Perfeita, inatingível, inigualável. Mas imóvel. Sem vida, sem coração.
E entre notas e refrões, gritos e sussurros, murmúrios e estrofes, foi então que percebeu: Era um sonho. Era irreal. Era imortal, sim, mas não para ela. Não mais.
Seu amor não seria nunca o suficiente para ele, por maior que fosse.
Ele era uma estátua. Dentro daquele pedaço perfeito de mármore não existia um coração. Nem mesmo de pedra.
Ao tocá-lo percebeu que nunca poderia amar o que não se foi feito para amar... E sim, apenas e tão somente, para se admirar.
Seus olhos tornaram a olhar para o chão.. deu as costas e, decepcionada, foi embora.
Mas ela podia jurar que, pelo menos por um segundo, ouviu o coração da estátua bater.. Podia jurar que a estátua olhou pra ela. Dentro dela.
O que ela não viu foi a obra de arte abrir sua boca gélida e, ao murmúrio, chamar seu nome.
Nostalgia ?
Peço que não me alugues.
Não alugue meu coração, não alugue meu ouvido. Não alugue meus carinhos, meus afagos, meu apreço.
Não me faça sentir tua falta. Não me deixe pensar em ti, em nós...
Não me permita pensar que ainda te amo. Não deixes que eu diga palavras certas em horas apropriadas.
Não deixes eu me entregar novamente. Não abra caminhos, não diga frases feitas - sabes que atingirás meu coração doente.
Não me olhe, não me abrace e, por favor, não me beije.
Não permita que eu sinta seu cheiro.. e, pior ainda, não deixes que teu cheiro me acalme.
Sabes que aqui existe um coração aberto.. cheio de cicatrizes, mágoas e esperança.
Não se aproveite disso. Não digas que me ama.
Sei que me ama, na mesma proporção que sabes que meu coração bate no ritmo da nossa canção.
O que não me avisaram - e creio que nem para ti avisaram - é que fomos feitos para ficar longe um do outro. Mas, em contrapartida, fomos um para o outro. Definitivamente.
Não cruze sua perna na minha antes de dormir. Não acorde com aquele sorriso florescente. Não me deixe derreter em teus braços...
Não faça isso conosco. Não posso - e nem me permitiria - dançar no teu ritmo novamente.
Sabes bem o que fazer, o que falar. Sabes até mesmo o que sentir. E eu não. Não tenho auto controle, não tenho auto-estima e, muito menos, tenho a mínima vontade de ficar longe de ti.
Sabendo de tudo isso, peço, encarecidamente, que te controles. Controle as palavras que saem dessa tua boca deliciosa aí.
Tu sabes como sempre soube. Sou tua... tua mulher, tua menina, tua boneca.
Então, por favor, se não queres ver essa boneca andar, não dê corda.
E, como sempre estive, sempre estarei e por aqui ficarei.. te olhando e cuidando de ti..
Mas prefiro que seja de longe. Prefiro não sentir teu calor, prefiro não adormecer no teu peito.
Não quero mais dormir em tua companhia e acordar me sentindo como a cama: vazia.
São Paulo, 1001 noites sem dormir, 2009.
Não alugue meu coração, não alugue meu ouvido. Não alugue meus carinhos, meus afagos, meu apreço.
Não me faça sentir tua falta. Não me deixe pensar em ti, em nós...
Não me permita pensar que ainda te amo. Não deixes que eu diga palavras certas em horas apropriadas.
Não deixes eu me entregar novamente. Não abra caminhos, não diga frases feitas - sabes que atingirás meu coração doente.
Não me olhe, não me abrace e, por favor, não me beije.
Não permita que eu sinta seu cheiro.. e, pior ainda, não deixes que teu cheiro me acalme.
Sabes que aqui existe um coração aberto.. cheio de cicatrizes, mágoas e esperança.
Não se aproveite disso. Não digas que me ama.
Sei que me ama, na mesma proporção que sabes que meu coração bate no ritmo da nossa canção.
O que não me avisaram - e creio que nem para ti avisaram - é que fomos feitos para ficar longe um do outro. Mas, em contrapartida, fomos um para o outro. Definitivamente.
Não cruze sua perna na minha antes de dormir. Não acorde com aquele sorriso florescente. Não me deixe derreter em teus braços...
Não faça isso conosco. Não posso - e nem me permitiria - dançar no teu ritmo novamente.
Sabes bem o que fazer, o que falar. Sabes até mesmo o que sentir. E eu não. Não tenho auto controle, não tenho auto-estima e, muito menos, tenho a mínima vontade de ficar longe de ti.
Sabendo de tudo isso, peço, encarecidamente, que te controles. Controle as palavras que saem dessa tua boca deliciosa aí.
Tu sabes como sempre soube. Sou tua... tua mulher, tua menina, tua boneca.
Então, por favor, se não queres ver essa boneca andar, não dê corda.
E, como sempre estive, sempre estarei e por aqui ficarei.. te olhando e cuidando de ti..
Mas prefiro que seja de longe. Prefiro não sentir teu calor, prefiro não adormecer no teu peito.
Não quero mais dormir em tua companhia e acordar me sentindo como a cama: vazia.
São Paulo, 1001 noites sem dormir, 2009.
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